Cynthia Galindo é cantora e compositora de Garanhuns, com mais de 20 anos de carreira, voz potente e carisma marcante, levando alegria, emoção e identidade cultural a públicos de todas as idades. Há vozes que cantam. E há vozes que conduzem. Cynthia Galindo pertence à rara linhagem das artistas cuja voz não apenas interpreta melodias, mas cria atmosferas, desloca afetos e eleva o público a um estado de experiência sensorial plena. Menina-passarinha de Garanhuns, descobriu cedo que o ar podia ser morada. Foi no coral da igreja, entre os oito e doze anos, que aprendeu a transformar respiração em voo — uma escola clássica por onde passaram algumas das maiores vozes do mundo, do gospel norte-americano às grandes intérpretes da música popular internacional. Ali, Cynthia construiu a base técnica que sustenta, até hoje, sua impressionante extensão vocal, controle de dinâmica e domínio emocional. Aos quinze anos, sua estreia profissional já anunciava o que o tempo confirmaria: uma voz podero...
"Alguns homens veem as coisas como são, e dizem 'Por quê?' Eu sonho com as coisas que nunca foram e digo 'Por que não ?'" - Bernard Shaw Tenho plena consciência de que tudo que passei e relato neste livro é uma ínfima porção da realidade da Transamazônica e da vida do seu povo, bem como uma ínfima parte do dia-a-dia dos meus companheiros de viagem: os Caminhoneiros. A história da Transamazônica bem poderia ser um exemplar texto do realismo fantástico, digno de Gabriel Garcia Marquez. As Macondos se multiplicam às margens da BR - 230. As histórias e lendas sobre seus construtores e seus atuais habitantes são tão ricas que muitas delas mereceriam um livro à parte. Conversando com o proprietário de um Posto de combustíveis, Ponto de Apoio de Caminhoneiros em Apuí (AM), consegui sintetizar toda a história da Transamazônica em uma única palavra: "absurdo". A BR 230, a famosa Transamazônica, é um absurdo. Pelas milhares de vidas perdidas em sua cons...