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Mostrando postagens de dezembro, 2025

Novidade

Vitalogia - Não sou um.

Vitalogia não é um livro que se lê para entender. É um livro que se atravessa. Apresentação Por Tonny Aguiar Não sou um. Reconheço a indefinição do que sou. Aqui, a escrita não busca a unidade — celebra a fratura. A voz que fala não se pretende inteira, porque sabe: o humano é múltiplo, contraditório, transitório. Vitalogia nasce do reconhecimento de que um só nome não basta quando a vida insiste em se desdobrar em muitos. Entre poemas, crônicas e fragmentos de pensamento, esta obra constrói uma cartografia íntima onde razão, emoção, sonho e canto coexistem em tensão permanente. Cada texto é um gesto de consciência: não para fixar identidades, mas para permitir que elas se movam. Não para explicar o viver, mas para habitá-lo em sua forma mais honesta — impermanente, sensível, indomesticável. Assinada por uma Quadra de vozes, Vitalogia assume a multiplicidade como ética e estética. Vital Sousa pensa. Tonny Aguiar sente. Vitor Sales sonha. Biu Di Braga canta. Não como heterônimos ...

As Faces de Eva - Um Ato Público, Púbico e Não Pudico

Na psicologia do desenvolvimento, a região púbica e o surgimento dos pelos pubianos marcam a travessia da infância para a puberdade. É o sinal visível de que algo amadurece, de que o corpo anuncia uma passagem irreversível rumo à maturidade sexual e simbólica. Não se trata apenas de biologia, mas de consciência: o corpo diz aquilo que a mente ainda precisa aprender a sustentar. Na psicanálise, o púbico - esse território tantas vezes silenciado ou coberto de pudor - não possui um significado fixo ou universal. Ele emerge como imagem, sonho, associação livre. Pode representar a origem da vida, a potência criadora, a vulnerabilidade extrema ou o desejo. Seu sentido é sempre singular, inconsciente, atravessado pela história de cada sujeito. O que se cala no discurso retorna no símbolo. É a partir dessa chave que nasce As Faces de Eva. Este evento se afirma como "Um Ato Público, Púbico e Não Pudico" porque recusa a infantilização do debate sobre gênero, corpo, poder e responsabil...