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Novidade

Vitalogia - Crítica de Leitora

Leitura Alfa, Leitura Beta e Leitura Crítica são Etapas na produção de um Livro. Etapas importantes antes de chegar às Livrarias para a "prova final" com os Leitores. Tenho defendido que a Escrita deve ser Livre - contrapondo com a chamada Escrita Criativa - ou como está definido no Programa Escritor Efetivo, a Escrita deve ser (In)Criativa. Ela deve representar o "Algo a Dizer" de cada Autor de forma Livre, Espontânea, Original, Instigante, "Desarmada" de quaisquer artifícios, técnicas ou regras de Escrita Formal e até mesmo da Norma Culta da Língua. No Programa, sustento essa argumentação, lastreada numa frase do Psicologo Americano Abraham Maslow - o inventor da Pirâmide das Necessidades - que diz: "O homem criativo não é um homem comum ao qual se acrescentou algo. O homem criativo é o homem comum do qual nada se tirou" Para fechar a discussão, utilizo um haicai do Poeta e Escritor Tonny Aguiar - um dos meus parceiros na obra em questão nest...

As Faces de Eva - Um Ato Público, Púbico e Não Pudico


Na psicologia do desenvolvimento, a região púbica e o surgimento dos pelos pubianos marcam a travessia da infância para a puberdade. É o sinal visível de que algo amadurece, de que o corpo anuncia uma passagem irreversível rumo à maturidade sexual e simbólica. Não se trata apenas de biologia, mas de consciência: o corpo diz aquilo que a mente ainda precisa aprender a sustentar.

Na psicanálise, o púbico - esse território tantas vezes silenciado ou coberto de pudor - não possui um significado fixo ou universal. Ele emerge como imagem, sonho, associação livre. Pode representar a origem da vida, a potência criadora, a vulnerabilidade extrema ou o desejo. Seu sentido é sempre singular, inconsciente, atravessado pela história de cada sujeito. O que se cala no discurso retorna no símbolo.

É a partir dessa chave que nasce As Faces de Eva.

Este evento se afirma como "Um Ato Público, Púbico e Não Pudico" porque recusa a infantilização do debate sobre gênero, corpo, poder e responsabilidade. Assim como o amadurecimento sexual exige reconhecer o próprio corpo, o amadurecimento ético dos homens - dos chamados “machos” - exige reconhecer sua participação histórica nas estruturas de dominação, violência e silenciamento das mulheres.

Não há maturidade sem atravessamento.
Não há humanidade plena sem reconciliação.

A proposta de As Faces de Eva convoca os homens a uma analogia incômoda, porém necessária: se o corpo amadurece, por que o pensamento masculino insiste em permanecer imaturo? Se a puberdade marca a passagem para a potência reprodutiva, que maturidade marca a passagem para a responsabilidade afetiva, ética e social?

Este não é um evento contra os homens.
É um evento contra a estagnação.

Ao reunir literatura, escultura, tecnologia, testemunho e diálogo, As Faces de Eva cria um espaço onde o feminino deixa de ser objeto e passa a ser centro, linguagem e denúncia. Onde o corpo da mulher - real, simbólico e artístico - não é ocultado por pudor moralista nem exposto como mercadoria, mas reconhecido como território de memória, dor, potência e criação.

Arcoverde, "A Porta do Sertão", torna-se aqui portal simbólico: entre o passado que insiste em ferir e o futuro que exige consciência. Entre a violência naturalizada e a possibilidade concreta de humanização.

Este prólogo não pede licença.
Convida à travessia.

Porque crescer dói.
Mas não crescer custa vidas.

Contextualização

Este evento reforça a importância da reconciliação entre anima e animus - as forças femininas e masculinas presentes em todo ser humano - como caminho para restaurar a humanidade plena. Homens que integram sua sensibilidade, empatia, escuta e responsabilidade afetiva tornam-se capazes de RECONHECER seu papel ético, social e emocional ao lado das mulheres. Essa integração interior é condição para romper a lógica da violência, construir masculinidades mais saudáveis e estabelecer relações baseadas em respeito, parceria e igualdade.

Nesse contexto, o lançamento conjunto de O Quintal das Acácias (Cássia Guerra) e amor.com (Vânia Costa) nasce como um gesto político-poético que une raízes e redes, ancestralidade e tecnologia, sertão e era digital: tudo isso em um momento nacional de mobilização pelos direitos das mulheres e contra a violência de gênero.

Arcoverde, conhecida como "A Porta do Sertão", torna-se o espaço simbólico onde a dor histórica de tantas mulheres se encontra com a potência transformadora da arte, da tecnologia e da consciência coletiva.

O evento entende que combater a violência contra as mulheres exige também recuperar a humanidade plena, incluindo a reconciliação entre anima e animus, para que homens reconheçam seu papel ético, social e afetivo ao lado das mulheres.

Objetivos do Evento

1. Visibilidade e Denúncia
Dar luz aos números alarmantes da violência contra as mulheres – incluindo a violência digital - e evidenciar a urgência de políticas e ações coordenadas.

2. Mobilização
Colaborar com a rede de proteção composta por: Secretaria Municipal e Estadual dos Direitos das Mulheres; Delegacia da Mulher; Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres; Instituições culturais, tecnológicas e sociais. O evento é uma proposta de ser mais um ponto de conexão para um pacto regional permanente.

3. Empoderamento Através da Arte
Reconhecer Arcoverde como polo regional de artistas, artesãs, escultoras, escritoras e criadoras, e utilizar sua força cultural para fortalecer debates, curas e reconstruções.

Nesse aspecto incluímos a Exposição de Esculturas “As Faces de Eva”, da premiada Artista Simone Souza, do Vale do Catimbau, trazendo o corpo, a sensibilidade e a memória artística para o centro da discussão pública.

4. Educação, Prevenção e Conscientização
Criar pontes entre literatura, tecnologia, feminismo, segurança digital e saúde emocional.

5. Humanização: a Dualidade Anima/Animus
Incentivar homens a refletirem sobre: seu papel no combate às violências, sua responsabilidade afetiva, ética e social, sua participação no processo de humanização conjunta. Porque não há sociedade justa sem homens conscientes.

Atividades Propostas

1. Exposição de Esculturas: “As Faces de Eva”
Obras da premiada Artista-Escultora Simone Souza, do Vale do Catimbau, inspiradas na música “Cor de Rosa-Choque” de Rita Lee — evocando as múltiplas faces, dores, potências e renascimentos da mulher. Uma instalação feita para emocionar, convocar e transformar olhares.

2. Apresentação dos Livros “O Quintal das Acácias” e “amor.com”
Cada obra será apresentada como um libelo — um documento de defesa. Vânia Costa apresenta O Quintal das Acácias: defesa da memória, da ancestralidade, da resistência feminina. Cássia Guerra apresenta amor.com: defesa do amor reumanizado e do uso ético da tecnologia contra a violência digital.

Essa abordagem transforma o lançamento em ato político-cultural.

3. Partilha - Roda de Conversa: “Vozes que Sobrevivem, Vozes que resistem”
Participantes: Mulheres sobreviventes de violências, inclusive a autora de O Quintal das Acácias; A mulher real que inspirou a personagem-protagonista; A Autora de amor.com; A Escultora de “As Faces de Eva”; Especialistas em feminismo, políticas públicas, acolhimento e segurança digital; Representantes da Delegacia da Mulher, SMDH e Conselho Municipal.

Um encontro íntimo, profundo e necessário, onde a palavra se torna cura e denúncia.

Convite aos Homens

"Ser 'homem' é bom; ser antimachista é melhor, mas combater o machismo é IMPRESCINDÍVEL!"

Somos formados em uma sociedade machista.
Aprendemos isso desde cedo: muitas vezes sem perceber.

Reconhecer essa realidade não é ataque,
é responsabilidade.

O desafio é simples e inadiável:
reconhecer nosso papel ao lado das mulheres
e conter atitudes, impulsos e comportamentos que sustentam a violência.

As Faces de Eva é um convite à escuta, à revisão e ao compromisso.

Se você entende que respeito não é favor
e igualdade não é ameaça,
este convite é para você.

Convite às Mulheres

“Quando uma mulher se levanta, não é só o corpo que ocupa espaço: 
é a história que exige voz.”

Este convite é um chamado à ação.
Às mulheres que recusam o silêncio.
Às que sabem que violência não é destino, é crime.
Às que entendem que existir com dignidade é um direito: não uma concessão.

As Faces de Eva é território de denúncia, memória e enfrentamento.
Aqui, a arte não enfeita: confronta.
A palavra não consola: mobiliza.
A presença feminina não é símbolo: é força política.

Venha ocupar.
Venha resistir.
Venha transformar.

Participe!

Cássia Silvestre Guerra, Vânia Costa, 
Tonny Aguiar & Vital Sousa


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Amor.com

Amor.com: entre o clique e o coração Amor.com é um espelho da nossa época: e um grito contra ela. É a poesia tentando respirar entre notificações. É o amor tentando se salvar do Wi-Fi. Vânia Costa nos entrega um livro que não é apenas uma coletânea de poemas, mas uma cartografia emocional da era digital. Aqui, o amor aparece em todos os seus estados de conexão: plugado, offline, hackeado, reiniciado, deletado e renascido. Cada verso é uma tentativa de lembrar que, por trás de cada tela, ainda existe um coração. Inspirada por um mundo que confunde “curtidas” com afetos e “seguidores” com abraços, Costa escreve com uma mistura rara de doçura e lucidez. Sua linguagem é acessível, mas repleta de imagens que rasgam o cotidiano com beleza e dor. Entre uma metáfora e outra, a autora nos devolve o espanto da presença: o amor não como ideia, mas como vivência concreta, feita de corpo, toque, tempo e verdade. Lendo Amor.com , é impossível não reconhecer a própria vida: as conversas interrompid...

O Quintal das Acácias

Apresentação do Livro Desde as primeiras linhas, sinto-me invadido por ecos de escritoras que, antes de Cassia Guerra mergulharam nas entranhas do feminino para fazer emergir verdades incômodas e necessárias. Penso em Gertrudes, ou Tuda, de A Bela e a Fera de Clarice Lispector, quando pede um conselho que ninguém lhe pode dar; em Macabéa, em A Hora da Estrela , que existia na invisibilidade até ser revelada pela palavra. Recordo ainda as Insubmissas Lágrimas de Mulheres , de Conceição Evaristo, que transformam dor em escrita e silêncio em grito, e não posso deixar de ouvir o chamado de Simone de Beauvoir em O Segundo Sexo , ao lembrar que não se nasce mulher: torna-se. Não falo, portanto, de "empoderamento". Prefiro a palavra “reconhecimento”. Porque não se empodera o que já é poder. Dizer “empoderar” soa a concessão, como se fosse a sociedade patriarcal quem autorizasse as mulheres a existir. O Quintal das Acácias desmonta esse eufemismo e afirma: as mulheres sempre fora...

Programa Escritor Efetivo - Transformando Silêncios em Palavras

Apresentação: Sem blá-blá-blá nem mi-mi-mi e, principalmente, sem promessas, pois compreendo que não existe garantia para nada na vida , o Escritor Efetivo é um Programa de Qualificação voltado para Escritores Iniciantes, com ou sem originais prontos - mas com a história, a ideia pronta para ser publicada - que nunca tenham lançado um Livro ou que caíram na conversa de algum espertalhão e perderam dinheiro e credibilidade lançando um Livro "de qualquer jeito". O Propósito do PEE - Programa Escritor Efetivo é a "Efetividade" desde o primeiro passo e está direcionado para a Autopublicação ... Como "Efetivo", preconizamos o Escritor certo, escrevendo o Texto certo, no Gênero certo, da Maneira certa, no Tempo certo e com Qualidade certa para o Leitor certo... Aqui a  Qualidade  é vista, pela ótica do TQC - Controle de Qualidade Total , aplicado ao Mercado Literário , como um elemento composto de 5 Dimensões :  Qualidade Intrínseca: do Produto (Livro)...

Razões Do Coração - Por Que O Mundo Precisa Do Seu Livro?

Para responder uma "Caixinha de Perguntas" dessas bem "cabeludas", tanto quanto a Perna Cabeluda de Recife, precisei escrever esse textão. Tomara que caiba na legenta do posto no perfil @otonnyaguiar no Instagram. Como diz o Pascal, "O Coração tem razões que a própria razão desconhece" . Isso significa que emoções, sentimentos e intuições possuem uma lógica própria, uma motivação interna que não pode ser totalmente explicada ou compreendida apenas pelo racioncínio lógico ou pela ciência, revelando uma dimensão mais profunda do ser humano. No andar dessa carruagem, o leitor já deve estar curioso sobre a pergunta. Não farei suspense; ei-la: "O Que acontece quando um texto é mais processo do que produto, dentro da lógica editorial?" Quem pergunta é "uma ouvinte que nos escreve e  assina com o singelo pseudônimo de Mariposa Apaixonada de Guadalupe." Continuando como diria a Blitz, "Aí, blá-blá-blá, blá-blá-blá, blá-blá-blá. Ti-ti-ti...