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Novidade

Cynthia Galindo

Cynthia Galindo é cantora e compositora de Garanhuns, com mais de 20 anos de carreira, voz potente e carisma marcante, levando alegria, emoção e identidade cultural a públicos de todas as idades. Há vozes que cantam. E há vozes que conduzem. Cynthia Galindo pertence à rara linhagem das artistas cuja voz não apenas interpreta melodias, mas cria atmosferas, desloca afetos e eleva o público a um estado de experiência sensorial plena. Menina-passarinha de Garanhuns, descobriu cedo que o ar podia ser morada. Foi no coral da igreja, entre os oito e doze anos, que aprendeu a transformar respiração em voo — uma escola clássica por onde passaram algumas das maiores vozes do mundo, do gospel norte-americano às grandes intérpretes da música popular internacional. Ali, Cynthia construiu a base técnica que sustenta, até hoje, sua impressionante extensão vocal, controle de dinâmica e domínio emocional. Aos quinze anos, sua estreia profissional já anunciava o que o tempo confirmaria: uma voz podero...

Vitalogia - Crítica de Leitora



Leitura Alfa, Leitura Beta e Leitura Crítica são Etapas na produção de um Livro. Etapas importantes antes de chegar às Livrarias para a "prova final" com os Leitores. Tenho defendido que a Escrita deve ser Livre - contrapondo com a chamada Escrita Criativa - ou como está definido no Programa Escritor Efetivo, a Escrita deve ser (In)Criativa. Ela deve representar o "Algo a Dizer" de cada Autor de forma Livre, Espontânea, Original, Instigante, "Desarmada" de quaisquer artifícios, técnicas ou regras de Escrita Formal e até mesmo da Norma Culta da Língua.

No Programa, sustento essa argumentação, lastreada numa frase do Psicologo Americano Abraham Maslow - o inventor da Pirâmide das Necessidades - que diz:

"O homem criativo não é um homem comum ao qual se acrescentou algo. O homem criativo é o homem comum do qual nada se tirou"

Para fechar a discussão, utilizo um haicai do Poeta e Escritor Tonny Aguiar - um dos meus parceiros na obra em questão nesta postagem: Vitalogia - que de forma metrificada diz:

"Não por acaso;
Onde tudo for raso;
Transborde alma."

Tudo isso não teria a menor importência, o menor significado se não alcançasse o seu objetivo: despertar no leitor o amor, a paixão, o tesão - pois como diz o Psiquiata Brasleiro Roberto Freire, "Sem tesão não há solução" - pela leitura e consequentemente pela própria Escrita... Penso que assim se faz novos Leitores e novos Escritores.

A confirmação das minhas convicções vem através de uma "Resenha", ou "Resumo", ou "Comentário" que chamo simplesmente de "Crítica" - em todas as suas acepções - que recebo de uma Leitora que, também é Escritora e Poetisa.

Então sem mais "arrudêios" , como diz o Estimado Biu Di Braga - outro parceiro em Vitalogia - vamos às palavras da "nossa" Leitora.

Vital Sousa
Escritor - Editor
Quatro Editora


Vitalogia - Critica Literária 

por Magda Golçalves Militão

Em mim cabem muitas vidas. Umas assinam, outras se escondem no nome, outras apenas passam. Eu sigo vivendo, vitalogiando, uma vida só, por dentro de todas.

Nesse ritmo, o que se desdobra em Vitalogia - Coletânea de Crônicas e Poemas do Quarteto de Poetas-Escritores Vital Sousa, Tonny Aguiar, Biu Di Braga e Vitor Sales, postumamente - é uma escrita, onde crônicas e poemas se cruzam para dizer a vida a partir de dentro. Sua força está justamente nesse trânsito, múltiplas vozes, uma mesma vida sendo vivida. As vozes não aparecem isoladas; elas se alternam e emergem conforme o próprio texto pede.

A escrita costuma se sustentar primeiro num eixo que afirma a permanência, é esse eixo que mantém tudo unido. A partir dele, a obra se permite sentir. No desejo, no amor, na ausência que explode, é onde o texto toca mais diretamente o sensível, com o afeto em primeiro plano. A força dos poemas e das crônicas se manifesta aí como experiência vivida, não como explicação.

Em seguida, surge a voz do questionamento e do conflito interno. A voz da reflexão existencial tensiona, pensa e confronta a consciência, não para resolver, mas para sustentar a complexidade do existir.

Por fim, a escrita retorna ao cotidiano. Pelo olhar do dia a dia, habitam as crônicas e poemas da sobrevivência diária, cenas simples, humor sutil, gestos mínimos. Esse chão humano é a respiração da obra, onde a vida continua apesar de tudo.

Assim, a Vitalogia não explica a existência. Ela acompanha. Oferece reconhecimento, não respostas.


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Cynthia Galindo

Cynthia Galindo é cantora e compositora de Garanhuns, com mais de 20 anos de carreira, voz potente e carisma marcante, levando alegria, emoção e identidade cultural a públicos de todas as idades. Há vozes que cantam. E há vozes que conduzem. Cynthia Galindo pertence à rara linhagem das artistas cuja voz não apenas interpreta melodias, mas cria atmosferas, desloca afetos e eleva o público a um estado de experiência sensorial plena. Menina-passarinha de Garanhuns, descobriu cedo que o ar podia ser morada. Foi no coral da igreja, entre os oito e doze anos, que aprendeu a transformar respiração em voo — uma escola clássica por onde passaram algumas das maiores vozes do mundo, do gospel norte-americano às grandes intérpretes da música popular internacional. Ali, Cynthia construiu a base técnica que sustenta, até hoje, sua impressionante extensão vocal, controle de dinâmica e domínio emocional. Aos quinze anos, sua estreia profissional já anunciava o que o tempo confirmaria: uma voz podero...

O Quintal das Acácias

Apresentação do Livro Desde as primeiras linhas, sinto-me invadido por ecos de escritoras que, antes de Cassia Guerra mergulharam nas entranhas do feminino para fazer emergir verdades incômodas e necessárias. Penso em Gertrudes, ou Tuda, de A Bela e a Fera de Clarice Lispector, quando pede um conselho que ninguém lhe pode dar; em Macabéa, em A Hora da Estrela , que existia na invisibilidade até ser revelada pela palavra. Recordo ainda as Insubmissas Lágrimas de Mulheres , de Conceição Evaristo, que transformam dor em escrita e silêncio em grito, e não posso deixar de ouvir o chamado de Simone de Beauvoir em O Segundo Sexo , ao lembrar que não se nasce mulher: torna-se. Não falo, portanto, de "empoderamento". Prefiro a palavra “reconhecimento”. Porque não se empodera o que já é poder. Dizer “empoderar” soa a concessão, como se fosse a sociedade patriarcal quem autorizasse as mulheres a existir. O Quintal das Acácias desmonta esse eufemismo e afirma: as mulheres sempre fora...

Arista - O Silêncio do Beija-flor: Prefácio

Há momentos na vida de um psicólogo – e, ouso dizer, na vida de qualquer indivíduo que se debruça sobre os mistérios da existência – em que nos deparamos com narrativas que transcendem o mero entretenimento. São obras que nos convidam a uma espécie de diálogo silencioso, uma imersão profunda nas complexidades da mente e do espírito. “Arista, até o fim do mundo”, o primeiro volume desta trilogia de Vital Sousa, foi, para mim, um desses encontros marcantes. Uma leitura que, confesso, reverberou em minhas reflexões profissionais e pessoais, que tive o privilégio de destrinchar em uma crítica literária que, pelo visto, encontrou ressonância no próprio autor, culminando neste honroso convite para prefaciar o segundo ato: “Arista – O Silêncio do Beija-flor”. Desde o primeiro volume, fui instigada pela maneira como Vital Sousa articula a fragilidade e a potência da memória, a escorregadia natureza da identidade e as sombras da manipulação psíquica. Cadu, o viajante amnésico em busca de si mes...

Ventos do Catimbau - O Ser'tão Forte

Projeto: “Ventos do Catimbau – O Ser’tão Forte: Resistência, Resiliência, Resgate e Reconhecimento  no Semiárido Pernambucano” Objetivo: Identificar, Qualificar e Publicar Novos Escritores, além de Fomentar o Reconhecimento e a Valorização das pessoas que atuam em prol do Desenvolvimento Sustentável do Semiárido, destacando a importância da Educação e da Cultura em todas as suas linguagens. "Não somos 'bonzinhos' nem fazemos 'caridade': praticamos Economia Solidária e Marketing Social." - Vital Sousa - Tonny Aguiar - Biu Di Braga O  Projeto "Ventos do Catimbau - O Ser'tão Forte"  é uma Iniciativa Independente e, eventualmente, será financiado por Politicas de Fomento à Cultura como o PNAB e a Lei Rouanet.  Este é um   Projeto de cunho "Social e Sem Fins Lucrativos". O Proponente e Realizador cede os Direitos Autorais da obra Ventos do Catimbau – O Ser’tão Forte, assim como os seus Honorários para a realização das Palestras-Oficinas   c...

Fabio Ramos

  Natural de Buíque, PE, porta de Entrada do Vale do Catimbau , Fábio Ramos , desde a infância demonstra que a Arte está no seu sangue. A partir de 2007, iniciado pelo Grão Mestre José Bezerra, do qual aceitou o desafio de criar seu primeiro trabalho com madeira, a representação de uma Beata, transformou a Escultura em Profissão e espalhou suas obras pelo mundo.  Hoje, estima que sua arte esteja presente em 34 países. Notoriamente reconhecido como Mestre Artesão, já contabiliza várias participações, com menções honrosas, no Salão de Artes Popular Ana Holanda (FENEART) e Salão de Arte Religiosa de Pernambuco . Fábio Ramos já notabilizou-se pelos trabalhos com a madeira refinadamente polida, mas atualmente, deixou as raízes sertanejas falar mais alto e destaca-se pelo estilo de mínima interferência em suas esculturas, dando assas à sua imaginação e aos contornos naturais da madeira, numa dança de movimentos bruscos e passos delicados que revelam a essência da matéria-prima e a c...