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Novidade

Cynthia Galindo

Cynthia Galindo é cantora e compositora de Garanhuns, com mais de 20 anos de carreira, voz potente e carisma marcante, levando alegria, emoção e identidade cultural a públicos de todas as idades. Há vozes que cantam. E há vozes que conduzem. Cynthia Galindo pertence à rara linhagem das artistas cuja voz não apenas interpreta melodias, mas cria atmosferas, desloca afetos e eleva o público a um estado de experiência sensorial plena. Menina-passarinha de Garanhuns, descobriu cedo que o ar podia ser morada. Foi no coral da igreja, entre os oito e doze anos, que aprendeu a transformar respiração em voo — uma escola clássica por onde passaram algumas das maiores vozes do mundo, do gospel norte-americano às grandes intérpretes da música popular internacional. Ali, Cynthia construiu a base técnica que sustenta, até hoje, sua impressionante extensão vocal, controle de dinâmica e domínio emocional. Aos quinze anos, sua estreia profissional já anunciava o que o tempo confirmaria: uma voz podero...

Palloma Santos – Querida Eu


Como diz o Vinicius de Moraes no seu “Samba da Benção, “a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida”. Deveras, Poetinha! Eu do meu lado tenho dito que na “Vida de Escritor”, Literária, Real ou Inventada vivemos de encontros para lembrar que ainda sou, és, serei, serás, seremos convergências da nossa vontade.

Num desses encontros, no meio do caminho para tornar-me escritor em tempo integral, conheci Palloma Santos. Antes de falar sobre ela, razão desta crônica, quero reforçar o momento do encontro porque é a confluência de duas trajetórias, de dois escritores que tomaram a decisão de tornar a escrita os seus propósitos de vida. Evito a expressão “escritor profissional”, usando a expressão “escritor em tempo integral”, porque compreendo que escrever é muito, mais do que profissão: é propósito, é missão, é processo, é terapia, é cura.

No caminho dos preparativos para experienciar a trajetória de um personagem enquanto preparava o lançamento de mais um livro, conheci a Palloma, num templo da Literatura: uma Biblioteca. Claro que nessas condições, uma instigante conversa, entre a Poetisa Buiquense e um contador de histórias, sobre escrita, edição de livros e outros projetos e oportunidades para construir o prazer da leitura no público alvo dos 8 aos 80 anos, seria inevitável. Assim traçamos, com o encontro, mais um marco de afirmação em nossas carreiras com muitas histórias passadas, presentes e futuras... Caminhamos!

Palloma Santos escreve desde os doze anos, quando a palavra ainda era um brinquedo secreto e silencioso — e não a missão, o propósito que hoje a nomeia. Durante duas décadas, esse gesto íntimo permaneceu adormecido, até que um diagnóstico de depressão trouxe à superfície um grito abafado. Foi a escrita, novamente, que se apresentou como escuta. Como quem reencontra um espelho esquecido no sótão da infância, ela reconheceu naquela menina de vinte anos atrás a semente de algo essencial.

Com coragem e determinação, lançou seu primeiro livro — Meus girassóis, amor e cicatrizes. Um passo no escuro, sim, mas carregado da luz de quem escreve mesmo sem saber o caminho. A autopublicação libertou não apenas palavras, mas também um fluxo represado por anos.

Na sequência, veio Preto no Branco – Amor e Saudade, onde emoções densas ganharam corpo e forma, compartilhadas como cartas lançadas ao mar. Mas ainda havia fome. Não mais de dizer o que sente — mas de sentir enquanto escreve, sem a mediação da norma ou da expectativa. A escrita como respiração. Como existência. Como resistência.

Essa entrega plena se materializa agora em seu terceiro livro: Querida Eu. Um título, um chamado. Um espelho. Um ponto de inflexão que evoca a célebre Metáfora do Espelho de Jacques Lacan, onde o sujeito se reconhece na imagem, mas também se estranha, porque todo reconhecimento é uma forma de invenção.

Assim, Querida Eu marca o momento em que Palloma Santos se vê — inteira, fragmentada, múltipla — e oferece ao leitor esse reflexo vivo, pulsante. Porque escrever, para ela, é criar um mundo onde a alma pode habitar com liberdade e, talvez, encontrar eco na alma do outro.

O lançamento deste livro não poderia acontecer em outro lugar senão no coração dos afetos literários: uma biblioteca, entre parentes, amigos, admiradores e leitores. Todos aqueles que, de alguma forma, fizeram ou farão parte dessa jornada. Este é um rito de passagem, um marco, um abraço coletivo em forma de palavras.


Vital Sousa
Quatro Editora


Serviço
Data: 30 de Abril de 2025
Hora: 18 hs
Local: Biblioteca Graciliano Ramos
Av. Jonas Camelo de Almeida, 250, Buíque, PE.

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O Quintal das Acácias

Apresentação do Livro Desde as primeiras linhas, sinto-me invadido por ecos de escritoras que, antes de Cassia Guerra mergulharam nas entranhas do feminino para fazer emergir verdades incômodas e necessárias. Penso em Gertrudes, ou Tuda, de A Bela e a Fera de Clarice Lispector, quando pede um conselho que ninguém lhe pode dar; em Macabéa, em A Hora da Estrela , que existia na invisibilidade até ser revelada pela palavra. Recordo ainda as Insubmissas Lágrimas de Mulheres , de Conceição Evaristo, que transformam dor em escrita e silêncio em grito, e não posso deixar de ouvir o chamado de Simone de Beauvoir em O Segundo Sexo , ao lembrar que não se nasce mulher: torna-se. Não falo, portanto, de "empoderamento". Prefiro a palavra “reconhecimento”. Porque não se empodera o que já é poder. Dizer “empoderar” soa a concessão, como se fosse a sociedade patriarcal quem autorizasse as mulheres a existir. O Quintal das Acácias desmonta esse eufemismo e afirma: as mulheres sempre fora...

Arista - O Silêncio do Beija-flor: Prefácio

Há momentos na vida de um psicólogo – e, ouso dizer, na vida de qualquer indivíduo que se debruça sobre os mistérios da existência – em que nos deparamos com narrativas que transcendem o mero entretenimento. São obras que nos convidam a uma espécie de diálogo silencioso, uma imersão profunda nas complexidades da mente e do espírito. “Arista, até o fim do mundo”, o primeiro volume desta trilogia de Vital Sousa, foi, para mim, um desses encontros marcantes. Uma leitura que, confesso, reverberou em minhas reflexões profissionais e pessoais, que tive o privilégio de destrinchar em uma crítica literária que, pelo visto, encontrou ressonância no próprio autor, culminando neste honroso convite para prefaciar o segundo ato: “Arista – O Silêncio do Beija-flor”. Desde o primeiro volume, fui instigada pela maneira como Vital Sousa articula a fragilidade e a potência da memória, a escorregadia natureza da identidade e as sombras da manipulação psíquica. Cadu, o viajante amnésico em busca de si mes...

Ventos do Catimbau - O Ser'tão Forte

Projeto: “Ventos do Catimbau – O Ser’tão Forte: Resistência, Resiliência, Resgate e Reconhecimento  no Semiárido Pernambucano” Objetivo: Identificar, Qualificar e Publicar Novos Escritores, além de Fomentar o Reconhecimento e a Valorização das pessoas que atuam em prol do Desenvolvimento Sustentável do Semiárido, destacando a importância da Educação e da Cultura em todas as suas linguagens. "Não somos 'bonzinhos' nem fazemos 'caridade': praticamos Economia Solidária e Marketing Social." - Vital Sousa - Tonny Aguiar - Biu Di Braga O  Projeto "Ventos do Catimbau - O Ser'tão Forte"  é uma Iniciativa Independente e, eventualmente, será financiado por Politicas de Fomento à Cultura como o PNAB e a Lei Rouanet.  Este é um   Projeto de cunho "Social e Sem Fins Lucrativos". O Proponente e Realizador cede os Direitos Autorais da obra Ventos do Catimbau – O Ser’tão Forte, assim como os seus Honorários para a realização das Palestras-Oficinas   c...

Fabio Ramos

  Natural de Buíque, PE, porta de Entrada do Vale do Catimbau , Fábio Ramos , desde a infância demonstra que a Arte está no seu sangue. A partir de 2007, iniciado pelo Grão Mestre José Bezerra, do qual aceitou o desafio de criar seu primeiro trabalho com madeira, a representação de uma Beata, transformou a Escultura em Profissão e espalhou suas obras pelo mundo.  Hoje, estima que sua arte esteja presente em 34 países. Notoriamente reconhecido como Mestre Artesão, já contabiliza várias participações, com menções honrosas, no Salão de Artes Popular Ana Holanda (FENEART) e Salão de Arte Religiosa de Pernambuco . Fábio Ramos já notabilizou-se pelos trabalhos com a madeira refinadamente polida, mas atualmente, deixou as raízes sertanejas falar mais alto e destaca-se pelo estilo de mínima interferência em suas esculturas, dando assas à sua imaginação e aos contornos naturais da madeira, numa dança de movimentos bruscos e passos delicados que revelam a essência da matéria-prima e a c...