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Novidade

Cynthia Galindo

Cynthia Galindo é cantora e compositora de Garanhuns, com mais de 20 anos de carreira, voz potente e carisma marcante, levando alegria, emoção e identidade cultural a públicos de todas as idades. Há vozes que cantam. E há vozes que conduzem. Cynthia Galindo pertence à rara linhagem das artistas cuja voz não apenas interpreta melodias, mas cria atmosferas, desloca afetos e eleva o público a um estado de experiência sensorial plena. Menina-passarinha de Garanhuns, descobriu cedo que o ar podia ser morada. Foi no coral da igreja, entre os oito e doze anos, que aprendeu a transformar respiração em voo — uma escola clássica por onde passaram algumas das maiores vozes do mundo, do gospel norte-americano às grandes intérpretes da música popular internacional. Ali, Cynthia construiu a base técnica que sustenta, até hoje, sua impressionante extensão vocal, controle de dinâmica e domínio emocional. Aos quinze anos, sua estreia profissional já anunciava o que o tempo confirmaria: uma voz podero...

Todas as palavras que nunca falei


Costumo dizer que uma Critica Literária é uma Revisão Textual Póstuma ou um Prólogo de Segunda Edição. Entre os dois extremos da avaliação de uma obra, a necessária experiência e o conhecimento de causa do que é ser um Escritor iniciante, na selva de pedra do Mercado Literário. Costumo dizer, também, que quando não há nada de bom a ser dito, o silêncio é a melhor resposta. Absolutamente, não é o caso desse Livro.

Em “Todas as palavras que nunca falei”, primeira de muitas obras de Samylla Paixão, da capa às orelhas, das orelhas ao miolo, este livro é um grito: silencioso, comportado, de alguém que está em plena transformação. Um diamante bruto que lapida enquanto é lapidado e propõe lapidar o leitor com cada palavra, que devorou suas versões passadas, numa metamorfose induzida pela maior força do universo: a vontade humana. Cada faceta deste diamante, trás à tona sua alma: do mero carvão à joia rara.

“Paixão” (providencial sobrenome) arregaça as mangas e enfrenta os seus medos com a doçura do seu olhar sobre todas as coisas, enquanto a pureza de menina dá lugar à afirmação da mulher Escritora. Na leitura, é possível acompanhar, traçar uma linha do tempo dessa (r)evolução que toma conta das suas palavras: não ditas nas longas noites de silêncio com os seus botões; mal ditas nas conversas com o seu reflexo do espelho e escritas, compreendo, muitas vezes entre lágrimas. É visível cada afeto lapidado em sentimento; cada vivência lapidada em conhecimento e cada dor lapidada em sabedoria. Rasgando o verbo, no melhor estilo de prosa poética, Samylla Paixão coroa-se Escritora com todas as palavras ditas, bem ditas e benditas no seu livro-catarse.

Do inicio ao fim, esperei ler uma palavra, aliás, uma expressão bastante comum nas mídias sociais: ho’oponopono. A antiga prática havaiana que evoca a paz interior, o amor, o perdão, a gratidão e a cura de mágoas ou outros sentimentos negativos pelos quais somos invadidos no nosso dia-a-dia.

Na leitura de “Todas as palavras que nunca falei”, a cada página, ecoam, em nossa memória, as quatro frases repetidas como um mantra: “sinto muito”, “me perdoe”, “eu te amo”, “sou grato”, com o objetivo de guiar o praticante através das quatro etapas sentimentais: arrependimento, perdão, amor e gratidão. Compreendo, em tese, que é isso que faz Samylla Paixão com todas as palavras, agora, registradas para a eternidade no papel.

Não por acaso, talvez “sem querer querendo”, “Todas as palavras que nunca falei” termina com uma sessão de agradecimentos e podemos concluir a leitura, fechar o livro e dizer as nossas próprias palavras que nunca dissemos, repetindo: “sinto muito”, “me perdoe”, “eu te amo”, “sou grato”.

Somos gratos pela leitura e pela oportunidade de contribuir com a (r)evolução de Samylla Paixão e esperamos os próximos livros para confirmar nossas palavras e o talento dessa jovem, mas já veterana, Escritora.

Para finalizar e para não perder a oportunidade, deixo as minhas próprias palavras, coerentes e convergentes com o tema, que a maturidade me permite, sempre, dizer: calar jamais...

O singelo avesso
Da pele que habito,
Tece, sem ter sido,
Um futuro de recomeços;
O presente dos iludidos
E o manto áspero das desilusões;

Tantos “Eus” sufocados
Pela ânsia de um amor eterno,
Tantos sonhos naufragados
Presos aos seus grilhões.

Só por ti, oh! Divindade,
No limiar da Teogonia,
Me visto de claridade,
Sufocando as lamentações;

Doce fruto das elegias,
Com todas as dores eu faço poesia. (e Samylla também)

       - Tonny Aguiar Feat Vital Sousa


[LISTA DE ESPERA - 3a. TIRAGEM]
 
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O Livro "Todas as palavras que nunca falei" está praticamente ESGOTADO, mas a Autora já está preparando mais uma tiragem para atender os seus Leitores.

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Vital Sousa
Quatro Editora / VTL Marketing & Gestão


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O Quintal das Acácias

Apresentação do Livro Desde as primeiras linhas, sinto-me invadido por ecos de escritoras que, antes de Cassia Guerra mergulharam nas entranhas do feminino para fazer emergir verdades incômodas e necessárias. Penso em Gertrudes, ou Tuda, de A Bela e a Fera de Clarice Lispector, quando pede um conselho que ninguém lhe pode dar; em Macabéa, em A Hora da Estrela , que existia na invisibilidade até ser revelada pela palavra. Recordo ainda as Insubmissas Lágrimas de Mulheres , de Conceição Evaristo, que transformam dor em escrita e silêncio em grito, e não posso deixar de ouvir o chamado de Simone de Beauvoir em O Segundo Sexo , ao lembrar que não se nasce mulher: torna-se. Não falo, portanto, de "empoderamento". Prefiro a palavra “reconhecimento”. Porque não se empodera o que já é poder. Dizer “empoderar” soa a concessão, como se fosse a sociedade patriarcal quem autorizasse as mulheres a existir. O Quintal das Acácias desmonta esse eufemismo e afirma: as mulheres sempre fora...

Arista - O Silêncio do Beija-flor: Prefácio

Há momentos na vida de um psicólogo – e, ouso dizer, na vida de qualquer indivíduo que se debruça sobre os mistérios da existência – em que nos deparamos com narrativas que transcendem o mero entretenimento. São obras que nos convidam a uma espécie de diálogo silencioso, uma imersão profunda nas complexidades da mente e do espírito. “Arista, até o fim do mundo”, o primeiro volume desta trilogia de Vital Sousa, foi, para mim, um desses encontros marcantes. Uma leitura que, confesso, reverberou em minhas reflexões profissionais e pessoais, que tive o privilégio de destrinchar em uma crítica literária que, pelo visto, encontrou ressonância no próprio autor, culminando neste honroso convite para prefaciar o segundo ato: “Arista – O Silêncio do Beija-flor”. Desde o primeiro volume, fui instigada pela maneira como Vital Sousa articula a fragilidade e a potência da memória, a escorregadia natureza da identidade e as sombras da manipulação psíquica. Cadu, o viajante amnésico em busca de si mes...

Ventos do Catimbau - O Ser'tão Forte

Projeto: “Ventos do Catimbau – O Ser’tão Forte: Resistência, Resiliência, Resgate e Reconhecimento  no Semiárido Pernambucano” Objetivo: Identificar, Qualificar e Publicar Novos Escritores, além de Fomentar o Reconhecimento e a Valorização das pessoas que atuam em prol do Desenvolvimento Sustentável do Semiárido, destacando a importância da Educação e da Cultura em todas as suas linguagens. "Não somos 'bonzinhos' nem fazemos 'caridade': praticamos Economia Solidária e Marketing Social." - Vital Sousa - Tonny Aguiar - Biu Di Braga O  Projeto "Ventos do Catimbau - O Ser'tão Forte"  é uma Iniciativa Independente e, eventualmente, será financiado por Politicas de Fomento à Cultura como o PNAB e a Lei Rouanet.  Este é um   Projeto de cunho "Social e Sem Fins Lucrativos". O Proponente e Realizador cede os Direitos Autorais da obra Ventos do Catimbau – O Ser’tão Forte, assim como os seus Honorários para a realização das Palestras-Oficinas   c...

Fabio Ramos

  Natural de Buíque, PE, porta de Entrada do Vale do Catimbau , Fábio Ramos , desde a infância demonstra que a Arte está no seu sangue. A partir de 2007, iniciado pelo Grão Mestre José Bezerra, do qual aceitou o desafio de criar seu primeiro trabalho com madeira, a representação de uma Beata, transformou a Escultura em Profissão e espalhou suas obras pelo mundo.  Hoje, estima que sua arte esteja presente em 34 países. Notoriamente reconhecido como Mestre Artesão, já contabiliza várias participações, com menções honrosas, no Salão de Artes Popular Ana Holanda (FENEART) e Salão de Arte Religiosa de Pernambuco . Fábio Ramos já notabilizou-se pelos trabalhos com a madeira refinadamente polida, mas atualmente, deixou as raízes sertanejas falar mais alto e destaca-se pelo estilo de mínima interferência em suas esculturas, dando assas à sua imaginação e aos contornos naturais da madeira, numa dança de movimentos bruscos e passos delicados que revelam a essência da matéria-prima e a c...