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Novidade

Cynthia Galindo

Cynthia Galindo é cantora e compositora de Garanhuns, com mais de 20 anos de carreira, voz potente e carisma marcante, levando alegria, emoção e identidade cultural a públicos de todas as idades. Há vozes que cantam. E há vozes que conduzem. Cynthia Galindo pertence à rara linhagem das artistas cuja voz não apenas interpreta melodias, mas cria atmosferas, desloca afetos e eleva o público a um estado de experiência sensorial plena. Menina-passarinha de Garanhuns, descobriu cedo que o ar podia ser morada. Foi no coral da igreja, entre os oito e doze anos, que aprendeu a transformar respiração em voo — uma escola clássica por onde passaram algumas das maiores vozes do mundo, do gospel norte-americano às grandes intérpretes da música popular internacional. Ali, Cynthia construiu a base técnica que sustenta, até hoje, sua impressionante extensão vocal, controle de dinâmica e domínio emocional. Aos quinze anos, sua estreia profissional já anunciava o que o tempo confirmaria: uma voz podero...

Arista - Até O Fim Do Mundo: Críticas / Comentários



"Arista - Até O Fim Do Mundo"
, de Vital Sousa, é uma obra que se desdobra em camadas múltiplas, tanto narrativas quanto psicológicas, conduzindo o leitor por uma jornada que transcende a simples leitura; é uma exploração da psique humana em suas mais profundas e enigmáticas facetas. A partir da perspectiva de Carlos Eduardo Romero (Cadu), o autor nos imerge em uma narrativa que é simultaneamente um diário de viagem e um tratado sobre a fragilidade da memória, a busca pela identidade e o significado da existência.

O livro se situa nas vésperas do “bug do milênio”, um período marcado por incertezas e temores sobre o futuro, refletindo, de maneira simbólica, as inquietações que habitam o âmago de Cadu. As lembranças que emergem em sua mente, indistintas entre realidade, sonhos ou delírios, são representativas da amnésia global transitória, uma condição que metaforiza a perda de identidade e a desconexão com a realidade que muitas vezes aflige o ser humano em momentos de crise existencial.

A narrativa se enriquece com a introdução de personagens como Nivaldo, Jacques, Arthur e Carlos Eduardo, o Cadu, cada um carregando seus próprios mistérios e verdades ocultas, orbitando o enigmático Segredo de Arista. Esta ilha, mais do que um cenário, é um símbolo da busca humana por respostas, por um sentido que transcenda a imanência da vida cotidiana.

O lema "decifra-te ou te devoro" ecoa o antigo adágio do Oráculo de Delfos, "Conhece-te a ti mesmo", e encapsula a essência da jornada de Arista, Cadu e seus companheiros. Esta máxima, profundamente enraizada na psicologia analítica, sugere que o caminho para a compreensão do self e do mundo ao redor passa inevitavelmente pela introspecção, pela coragem de enfrentar os próprios monstros internos e pelas sombras que habitam em cada um de nós.

Sousa, com uma habilidade narrativa que flerta com o realismo mágico, constrói uma trama onde o real e o imaginário se entrelaçam de forma indissociável, convidando o leitor a questionar a própria natureza da realidade. A obra é um convite à reflexão sobre como nossas memórias, sonhos e delírios moldam nossa identidade e percepção do mundo, e como a busca por respostas, por vezes, nos conduz a mais perguntas.

Do ponto de vista psicológico, "Arista, Até O Fim Do Mundo" é um estudo de caso fascinante sobre a condição humana, explorando temas como amnésia, identidade, o inconsciente coletivo e a jornada do herói. A obra de Vital Sousa não apenas entretém, mas também provoca, desafia e expande a compreensão do leitor sobre si mesmo e sobre a complexidade da mente humana.

Em suma, este livro é um opus da literatura contemporânea que merece ser lida, estudada e, sobretudo, sentida. O Segredo de Arista, mais do que um mistério a ser desvendado, é um convite à jornada interior, à descoberta de que, no fim, talvez o maior enigma a ser decifrado seja o próprio eu.

Dalila Dourado – Mestra em Psicologia pela Must University/Flórida. Especialista em Saúde Mental/UnB. Neuropsicóloga e Assistente Social. Servidora Pública da Secretaria de Estado de Saúde do DF.


Sinopse 

Arista - Até o Fim do Mundo é o Volume 1 da Trilogia Arista e retrata o Diário de um viajante, às vésperas do “bug do milênio”. Às voltas com um turbilhão de coincidências incríveis, ele se vê envolvido numa trama internacional de exploração e contrabando de ouro da Guiana Francesa para a Europa. O Diário é, também, uma inquietante tentativa de responder as perguntas sobre as origens do que ele escreve: as lembranças que afloram em sua mente e ele não sabe precisar se são, realmente, lembranças ou sonhos ou delírios.

“Se os nomes ou fatos, descritos, te fizerem lembrar de um lugar, uma pessoa, uma situação; se você experimentar uma forte sensação de déjà vu... Tenha certeza: você pode não ser a pessoa que pensa que é... Então, não perca tempo: deixe tudo que estiver fazendo e venha para Colina, Comuna de Sinnamary, Guiana Francesa, para iniciar a busca da sua verdadeira história... Procure-me no Hotel Concorde, Apto 201... Acredito ser Carlos Eduardo Romero.”


Trecho do Volume 1

Ela passou a vida inteira em busca de respostas; do “elo perdido”; de algo que justificasse sua existência, que explicasse, nos mínimos detalhes, as perguntas que nunca calavam: quem sou? O que sou? Porque, como, quando? Até quando?

Passava horas meditando sobre a vida, as pessoas e a existência. Mas de repente, percebeu, “sentiu”, como Ela definia, o que vinha de dentro e o que percebia do lado de fora, que todas as respostas estavam o tempo todo a seu alcance e num mergulho solitário e consciente, no mais profundo de si mesma, sorriu...

Ela fora a resposta o tempo todo; bastava se reconhecer; se abraçar; se amar e amar!

Percebeu que o tempo é precioso e que tudo que temos é o momento, o hoje, o agora... Mas Ela queria mais! Levantou do lugar onde estava, recitou seus mantras, jogou a “mochila” nas costas, apenas com o essencial, e foi viver...

Como sempre, repetindo: Carpe Diem...

Órfã aos dez anos, Arista foi criada por uma babá que recebeu sua guarda em função de testamento dos seus pais. Dolores era mais que uma babá: foi irmã, amiga, confidente e o porto seguro da introspectiva criança, da adolescente, da jovem mulher... Faleceu antes de ver Arista graduada em Psicologia aos vinte anos. Era uma carreira improvável para alguém tão introspectiva: trabalhar com pessoas.

Após a formatura, decidiu conhecer o mundo. Transformou sua herança em ativos financeiros e partiu. Europa, Índia, China, Tibet, Japão, passou um tempo entre os aborígenes australianos, Estados Unidos, Caribe, países andinos e voltou para casa. Alugou um flat, demonstrando que não ficaria por muito tempo, e aos 25 anos voltou para a faculdade para cuidar de suas especializações acadêmicas. Na teoria, Ela vira e acompanhara, nos mundos dos livros que lera durante a infância, adolescência e faculdade, a vida de milhares de pessoas; na prática, era autodidata, fizera sua especialização em gente nas suas andanças pelo mundo. Fluente em inglês, Francês, espanhol e alemão, não tivera problemas de comunicação, mas ainda não tinha encontrado o seu “elo perdido”: algo que desse razão à sua recém-adquirida liberdade.

Especializou-se, formalmente, na área de Desenvolvimento Humano Organizacional, em Gestão de Pessoas e Mediação de Conflitos. Dividiu seu tempo entre a faculdade e o trabalho: dedicou-se à pesquisa e desenvolvimento de Equipes Autogeridas num dos cinco maiores grupos mundiais de produção de “Energia Limpa”. Após quinze anos de trabalho, já era uma renomada expositora na sua área de atuação, resolveu dar uma parada e fazer um ano sabático. Fez o caminho de Santiago e mudou-se para uma ilha no Caribe para suas merecidas férias.


Vital Sousa
Quatro Editora


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O Quintal das Acácias

Apresentação do Livro Desde as primeiras linhas, sinto-me invadido por ecos de escritoras que, antes de Cassia Guerra mergulharam nas entranhas do feminino para fazer emergir verdades incômodas e necessárias. Penso em Gertrudes, ou Tuda, de A Bela e a Fera de Clarice Lispector, quando pede um conselho que ninguém lhe pode dar; em Macabéa, em A Hora da Estrela , que existia na invisibilidade até ser revelada pela palavra. Recordo ainda as Insubmissas Lágrimas de Mulheres , de Conceição Evaristo, que transformam dor em escrita e silêncio em grito, e não posso deixar de ouvir o chamado de Simone de Beauvoir em O Segundo Sexo , ao lembrar que não se nasce mulher: torna-se. Não falo, portanto, de "empoderamento". Prefiro a palavra “reconhecimento”. Porque não se empodera o que já é poder. Dizer “empoderar” soa a concessão, como se fosse a sociedade patriarcal quem autorizasse as mulheres a existir. O Quintal das Acácias desmonta esse eufemismo e afirma: as mulheres sempre fora...

Arista - O Silêncio do Beija-flor: Prefácio

Há momentos na vida de um psicólogo – e, ouso dizer, na vida de qualquer indivíduo que se debruça sobre os mistérios da existência – em que nos deparamos com narrativas que transcendem o mero entretenimento. São obras que nos convidam a uma espécie de diálogo silencioso, uma imersão profunda nas complexidades da mente e do espírito. “Arista, até o fim do mundo”, o primeiro volume desta trilogia de Vital Sousa, foi, para mim, um desses encontros marcantes. Uma leitura que, confesso, reverberou em minhas reflexões profissionais e pessoais, que tive o privilégio de destrinchar em uma crítica literária que, pelo visto, encontrou ressonância no próprio autor, culminando neste honroso convite para prefaciar o segundo ato: “Arista – O Silêncio do Beija-flor”. Desde o primeiro volume, fui instigada pela maneira como Vital Sousa articula a fragilidade e a potência da memória, a escorregadia natureza da identidade e as sombras da manipulação psíquica. Cadu, o viajante amnésico em busca de si mes...

Ventos do Catimbau - O Ser'tão Forte

Projeto: “Ventos do Catimbau – O Ser’tão Forte: Resistência, Resiliência, Resgate e Reconhecimento  no Semiárido Pernambucano” Objetivo: Identificar, Qualificar e Publicar Novos Escritores, além de Fomentar o Reconhecimento e a Valorização das pessoas que atuam em prol do Desenvolvimento Sustentável do Semiárido, destacando a importância da Educação e da Cultura em todas as suas linguagens. "Não somos 'bonzinhos' nem fazemos 'caridade': praticamos Economia Solidária e Marketing Social." - Vital Sousa - Tonny Aguiar - Biu Di Braga O  Projeto "Ventos do Catimbau - O Ser'tão Forte"  é uma Iniciativa Independente e, eventualmente, será financiado por Politicas de Fomento à Cultura como o PNAB e a Lei Rouanet.  Este é um   Projeto de cunho "Social e Sem Fins Lucrativos". O Proponente e Realizador cede os Direitos Autorais da obra Ventos do Catimbau – O Ser’tão Forte, assim como os seus Honorários para a realização das Palestras-Oficinas   c...

Fabio Ramos

  Natural de Buíque, PE, porta de Entrada do Vale do Catimbau , Fábio Ramos , desde a infância demonstra que a Arte está no seu sangue. A partir de 2007, iniciado pelo Grão Mestre José Bezerra, do qual aceitou o desafio de criar seu primeiro trabalho com madeira, a representação de uma Beata, transformou a Escultura em Profissão e espalhou suas obras pelo mundo.  Hoje, estima que sua arte esteja presente em 34 países. Notoriamente reconhecido como Mestre Artesão, já contabiliza várias participações, com menções honrosas, no Salão de Artes Popular Ana Holanda (FENEART) e Salão de Arte Religiosa de Pernambuco . Fábio Ramos já notabilizou-se pelos trabalhos com a madeira refinadamente polida, mas atualmente, deixou as raízes sertanejas falar mais alto e destaca-se pelo estilo de mínima interferência em suas esculturas, dando assas à sua imaginação e aos contornos naturais da madeira, numa dança de movimentos bruscos e passos delicados que revelam a essência da matéria-prima e a c...